O que você procura?

Sobre Tia Pri

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Cada vez mais cedo crianças viram pastores e preocupam psicólogos

EVANGELISMO

OVELHAS NO LUGAR DE PASTORES

Cada vez mais cedo crianças viram pastores e preocupam psicólogos

De terno, gravata e olhar sério. É assim que Matheus Moraes, 13 anos, divide as atividades escolares, brincadeiras, aulas de música e partidas de futebol com algo que considera muito mais importante. Ele é um dos precoces pastores mirins que estão tomando os púlpitos de igrejas evangélicas, crianças que se destacam pela desenvoltura da fala, surpreendem com a capacidade de raciocínio rápido e boa memória, e se tornam quase que imediatamente responsáveis pela conversão de centenas de fiéis.

Como Matheus, a estudante Ana Carolina Dias, hoje com 17 anos, foi uma das primeiras crianças a se tornar pregadora no Brasil. Iniciou sua carreira aos quatro. Aos sete, um vídeo em que aparece pregando foi publicado no Youtube, virou funk e bateu recorde de audiência. A postagem original foi vista quase 2 milhões de vezes. A “Menina Pastora”, como ficou conhecida, permanece na igreja até hoje. Além de pregar quase diariamente para centenas de fiéis, participa de congressos e eventos em todo o País. Paralelamente, estuda Física na Universidade Rural do Rio de Janeiro.

Os dois, filhos de pais evangélicos, são considerados pedras preciosas para as igrejas. Colocados à frente das pregações, sensibilizam centenas de fiéis e mantêm uma agenda lotada. Matheus, por exemplo, já gravou 30 DVDs com louvores e cantos, à venda em seu site. Acumula as funções de pastor, cantor e estudante. Viagens são rotina em sua vida. 

Da mesma forma, Ana Carolina conheceu a Europa para pregar e atualmente coordena a vida particular com inúmeras funções na igreja. Mas o que desperta orgulho na família e faz sucesso nos púlpitos das igrejas também causa apreensões, especialmente de psicólogos. Afinal, a responsabilidade de mobilizar multidões frequentemente pode pesar, embora na maioria das vezes o talento destas crianças seja encarado meramente como uma vocação, e não obrigação. 

Filho de peixe

Francinete Moraes fez cirurgia para não engravidar após dar à luz seu terceiro filho. Mesmo assim, depois de 13 anos, teve Matheus. Ainda bebê, o menino ficou em coma em função de problemas respiratórios e, durante o período, a família se debruçou em súplicas e orações. Para eles, sua sobrevivência foi um milagre e seu pai, Juanez Moraes, frequentador da Assembleia de Deus, virou pastor. Três anos depois, era Matheus que, ainda sem saber falar todas as palavras, pregou na igreja pela primeira vez. “Lembro perfeitamente: foi na cidade de Estrela Dalva, no interior de Minas Gerais, eu nem sabia falar direito”, conta o menino. Aos seis anos, já era reconhecido como um pequeno missionário.

A história de Carolina é semelhante. Quando tinha apenas três anos, teve uma inflamação que afetou seu intestino e garganta. Ficou internada durante dez dias e, segundo o pai, o pastor Ezequiel Dias, foi desenganada pelos médicos. “Ela faleceu em meus braços, até que orei a Deus e a Carolina voltou à vida. E voltou servindo a esse Deus”, diz ele, que fala pela filha e cuida de todos os seus interesses. “Mesmo falando errado, pois era criança, pregava a Palavra”. Desde então, Carolina nunca mais deixou de pregar. Ezequiel garante não ter havido pressão familiar e afirma que a menina jamais teve problemas para conciliar suas funções na igreja com os estudos.
Matheus também afirma que nunca foi pressionado para seguir a vida religiosa. “Nunca deixei e nem deixo de fazer nada por conta do Evangelho. Eu tenho uma vida normal, como toda criança: jogo bola, vou à escola [ele está no sexto ano do Ensino Fundamental, na escola particular Santa Mônica, no Rio de Janeiro], convivo com amigos”, ressalta o garoto. “Faço tudo o que as demais crianças fazem, mas com responsabilidade, pois tenho um compromisso com Deus”.

O fato de pregar hoje para multidões não parece incomodá-lo: “Eu sabia qual era a minha missão. Deus tinha uma promessa para mim. Tive certeza da minha vocação aos cinco anos, quando estava louvando em uma igreja do Méier e Deus falava comigo sobre a cura”. Matheus admite suas atividades religiosas são motivo de preconceito: “Hoje, 70% dos meninos querem ser jogadores de futebol e sinto que sou discriminado por pregar a Palavra, pelo fato de correr atrás da Bíblia. Eles não gostam, encarnam em mim. Não sou um garoto admirado”.

Ana Carolina e Matheus entendem que foram escolhidos. Para eles, a função exercida é, sobretudo, uma vocação. Mas nem todos concordam. Pastora há cinco anos de uma das igrejas da Assembleia de Deus, a teóloga Maria Vita Umbelino diz ver “quase diariamente” crianças sendo levadas pelos pais até a igreja para se transformarem em pequenos pastores. “No meu Ministério eu não tenho criança pregando, sou contra”, diz ela. “Esse período é de aproveitar as brincadeiras típicas da idade e esperar pelo amadurecimento”. Segundo Maria Vita, a escola bíblica oferecida pela igreja já é “mais do que suficiente para o primeiro contato dos jovens”.

A pastora acredita que a iniciação precoce na pregação resulta no desinteresse futuro de seguir o caminho da fé. A psicóloga especializada em terapia familiar Aldvan Figueiredo concorda, explicando que o contato das crianças com a espiritualidade é comum e geralmente despertado entre os cinco e sete anos de idade. “Os pais não precisam se preocupar, desde que o interesse ocorra naturalmente”, explica. “Após esse período, as crianças tendem a se desligar desses assuntos”. O perigo, segundo ela, está em obrigá-la a ingressar em rotinas religiosas cedo demais. “A atitude pode causar danos emocionais e afastar de vez essas crianças da religião, tornando-se um trauma na vida adulta”. 

Rita Kather é professora de psicologia da PUC-Campinas e tem uma opinião mais radical. Ela acredita que o reforço precoce de uma escolha, seja ela religiosa ou artística, dificulta o desenvolvimento e o interesse da criança por outras áreas. “Uma vez que essa criança começa a desempenhar bem o papel, raramente sua vida tomará outro rumo”, diz. “As crianças não devem ser incentivadas a tomar decisões logo nos primeiros anos de vida”. 

Rita ainda considera perigosa a exposição das crianças. “Nesta idade, nem as habilidades ainda foram totalmente desenvolvidas”, pondera. “A religiosidade é importante, mas esse contato da criança com o mundo religioso precisa ser suave. É nobre cultivar a religião para um mundo de paz, mas isso deve ser natural”. Para a professora, raramente a criança irá expressar nitidamente sua insatisfação em cumprir um papel que agrada aos pais. 
Ezequiel insiste que a vida da filha sempre foi saudável. “Ela teve uma infância tranquila, brincou, viajou o mundo. Conheceu lugares como a Europa, esquiou, fez coisas que eu não teria condições financeiras de bancar. E tudo isso por meio da pregação da Palavra”, compara. Hoje, Ana Carolina é líder da Mocidade, o grupo dedicado a jovens dentro de sua igreja, e auxilia o pai nos cultos. “É uma sensação indescritível ser pai de uma missionária. Creio que milagres não se explicam, não se justificam, e a minha filha é um milagre de Deus”, diz ele.

Data: 5/10/2011

Fonte: Ig / Portal Creio http://creio.com.br/2008/noticias01.asp?noticia=15533

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Oito dicas para ensinar crianças a administrar o dinheiro desde pequeno

Uol Notícias em 12/09/2011 - 07h00 

Oito dicas para ensinar crianças a administrar o dinheiro desde pequeno

 Ensinar desde cedo dá trabalho, mas garante que seu filho seja mais responsável no futuro
 Ensinar desde cedo dá trabalho, mas garante que seu filho seja mais responsável no futuro
  
Não é fácil controlar o dinheiro. Ao assistir televisão, no cinema, no restaurante ou caminhando pela calçada, sempre há uma propaganda chamando a nossa atenção, nos dizendo que aquele produto é garantia de prazer, felicidade e de uma vida melhor. Isso funciona com os adultos, e com as crianças não é diferente. Só que os pequenos dependem dos pais para comprar o que desejam. E aí é que vem a pergunta: como você lida com dinheiro?
Se você considera esta tarefa complicada, provavelmente não a aprendeu durante a infância. Via de regra, quanto mais cedo a criança aprende, melhor será sua educação financeira quando virar adulta. E o inverso também vale: se a família for descuidada com grana, a tendência é a criança relaxar.  “Um dos hobbies do filho é observar os pais. Se percebe que não há planejamento de gastos na família, ele absorve este comportamento”, diz a especialista em educação financeira Cássia D’Aquino, de São Paulo.
E não adianta querer “enganar” os pequenos e exigir deles uma disciplina que os pais não têm, como explica o especialista em educação financeira infantil Álvaro Modernell, de Brasília. “Muitas vezes, a família é totalmente descontrolada, mas quer que o filho tenha consciência. Todo mundo em casa compra o que quer menos ele, que tem de se privar para aprender o valor do dinheiro. A intenção pode ser boa, mas a criança acaba se sentindo rejeitada.” Confira dicas para evitar este e outros erros da educação financeira hoje e prepare seu pequeno para as responsabilidades do futuro.

Fale de notas e moedas
Em compras pequenas, como na padaria ou no jornaleiro, deixe que a criança pague e ensine-a a conferir o troco (mas, primeiro, acostume-se a fazer isso também!). Presenteie seu filho com um cofrinho – o modelo deve ter abertura, para tirar o dinheiro e contá-lo de tempos em tempos. Para a educação financeira ser bem sucedida, é preciso ensinar a cuidar das notas e das moedas. Geralmente, quando você troca as redondinhas por nota de papel, a criança não fica muito satisfeita, pois pensa que ficou com menos dinheiro. “Além de explicar que o valor é o mesmo, é legal dar uma carteira para ela guardar as notas e ensinar que dinheiro não se pode amassar, molhar ou rabiscar”, diz Cássia.

Tenha firmeza
Educar financeiramente dá trabalho? Sim, assim como em qualquer outra área. Às vezes, os pais cedem aos desejos do filho – querem que ele tenha o que não tiveram, que não fique triste, pensam que vão traumatizá-lo... Mas não tem jeito. “Se a criança tem tudo o que quer na hora que quer, provavelmente se tornará um adulto com baixa tolerância à frustração, não saberá ouvir ‘não’. Se tornará irresponsável com seus gastos e compromissos e terá muitas dificuldades na vida profissional e nos relacionamentos. Lidar com dinheiro vai além da questão financeira. Engloba os valores da família, os limites e a tolerância”, afirma a psicóloga Adriana Takahashi, de São Paulo.

Dê o exemplo
Os filhos se espelham nos pais.  “Se eles gastam tudo o que ganham e ficam em dívida, a criança entende que isso é o normal. Provavelmente, também gastará toda a mesada antes do final do mês”, explica Adriana. Gastar tudo sem pensar no futuro pode até acontecer quando os pais começam a dar a mesada. Mas nada de ficar com pena e dar dinheiro extra, para complementar o mês. O certo é ensiná-lo a esperar, administrar e poupar. “Este exercício de escolha e limite é fundamental na vida adulta. A criança começa a perceber que, se gastar tudo num dia, não vai sobrar nada para depois”, fala Álvaro.

Estipule a mesada ou semanada
Dar mesada ou semanada é fundamental: é uma oportunidade para o pequeno administrar o próprio dinheiro e se desenvolver financeiramente. “A partir dos seis ou sete anos, a criança começa a ter ideia do valor do dinheiro e a fazer pequenos cálculos”, diz Adriana. Por isso, o ideal é começar com a semanada, para ela gastar com sorvete, figurinhas ou outros mimos. A mesada é uma boa opção a partir dos dez anos, idade em que os pequenos começam a ter noção do que é um mês.

Pense na quantidade ideal
O valor ideal da mesada depende do orçamento familiar, do padrão de vida, do número de irmãos e do bom senso. Liste o quanto a criança pode consumir em idas ao cinema ou compras em passeios. Gastos como o lanche da escola não entram na conta: isto é obrigação dos pais. “Além disso, ela pode deixar de comer para comprar outra coisa. Dê o dinheiro do lanche à parte e peça o troco”, ensina Álvaro.
Para auxiliar os pais na quantidade, Cássia recomenda o seguinte cálculo: por semana, dê um real por cada ano de vida de seu filho. Assim, uma criança de oito anos receberia R$ 32 mensais, divididos em quatro parcelas. Avalie por um período se a conta está de acordo. “Se for muito pouco, os pais podem aumentar; se for muito alto, diminuir. Mas, se estiver em dúvida se dá R$ 10 ou R$ 20, opte pelo menor valor a princípio: a escassez funciona mais que a abundância”, acredita o educador.

Respeite a regularidade
Muito além dos números, o que mais importa na hora da mesada ou semanada é a regularidade. “Escolha um dia da semana, troque o dinheiro e entregue à criança sempre na data combinada. A disciplina é fundamental para a educação financeira”, explica Cássia. E isso vale mesmo com pais separados – neste caso, a palavra mágica é: acordo. Os dois devem acertar quanto e quando vão dar o dinheiro. “O ideal é que não passem da quantia combinada. Eles podem dividir o valor e cada um entregar uma parte ao filho, alternar as semanas ou os meses ou mesmo incluir o valor na pensão”, diz Álvaro.

Aproveite viagens e passeios
Está pensando em levar seu filho para a Disney? Mesmo que tenha o dinheiro para a viagem, é bacana que ele participe e ajude a economizar – seja com um mês ou um ano de antecedência. Já na terra do Mickey, a dica é estipular um valor que a criança pode gastar com todas as suas compras. “Ingressos, passeios e alimentação são por conta dos pais. Mas o ideal é colocar um limite para a compra de jogos, brinquedos, bichos de pelúcia e outros itens”, comenta Álvaro.

Recompense as tarefas extras
Muitos pais pagam ao filho para fazer tarefas em casa. A prática está liberada, desde que a grana não seja recompensa de suas obrigações, como arrumar a cama ou organizar o armário. “A criança pode receber um trocado para guardar os brinquedos do irmão que ainda é um bebê ou andar com o cachorro da família (mas só se o pet não for dela). Isso, porém, não é educar financeiramente, e sim empreendedorismo infantil”, explica o educador.

Fonte: ANGELA SENRA Colaboração para o UOL  Notícias


segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Aprovada Lei Muwaji! Abaixo o Infanticídio Indígena no Brasil

Aprovada Lei Muwaji!

Publicado por Comunica JOCUM Brasil - 2 de junho de 2011 (4:03 pm) em Destaque

Foi aprovada dia 01 de Junho de 2011, na Comissão de Direitos Humanos na Câmara dos Deputados , o projeto de lei 1057, de autoria do Deputado Henrique Afonso (PV – Acre). A proposta visa proteger crianças indígenas em situação de risco por terem nascido com deficiência física ou mental, ou por serem gêmeas, filhas de mãe solteira, ou por outras razões determinadas pela tradição cultural de cada povo indígena.

Em algumas etnias, essas crianças ainda correm risco de serem rejeitadas, abandonadas na mata ou mortas por membros da própria família, devido à pressão interna tribal. Em algumas dessas comunidades, há relatos de morte de mais de 200 crianças nessas condições.

O projeto de lei é conhecido como LEI MUWAJI, cujo nome é em homenagem à Muwaji, uma indígena da etnia suruwahá que decidiu abandonar seu povo para poder manter viva sua filha que sofre de paralisia cerebral. Hoje, Muwaji vive na “Casa das Nações”, uma comunidade indígena multicultural mantida pela ATINI, no Distrito Federal.
O primeiro rascunho do texto da Lei Muwaji é do líder indígena Eli Ticuna, que é também diretor-adjunto da ATINI.
Indígenas presentes no plenário de votação na manhã dessa última quarta-feira festejaram a aprovação e parabenizaram a Deputada Janete Pietá (do PT – SP), relatora do projeto.
O texto da Lei Muwaji aprovado, prevê que o Estado deve desenvolver programas de conscientização e educação em direitos humanos nas comunidades indígenas, visando à proteção de crianças em risco por questões culturais.

Eli Ticuna comemorou: ”Realmente é uma grande vitória para o bem de nossos pequeninos!
 

Extraído de JOCUM Brasil - http://www.jocum.org.br

Artigos do Blog